contarei das ideias dilaceradas
pare, preste atenção, desligue a tv
e ouça das alegrias desmoronadas
Falar-te-ei de tal beleza,
chamada tristeza
acéfala, agoniante
quem sabe, uma amante ?
De nada só sabe
apenas de ficar ali, parada
pois a ela cabe
uma hora tão esperada
O mundo a alegria almeja
Enquanto a tristeza se aquieta
e quando precisa, rasteja
sempre discreta
Afogada nos gritos de um chuveiro
Entalada numa garganta que não quer gritar
D'alma um mero passageiro
Mas que sempre está a nos sufocar
Mas por que não a nos motivar ?
Detém de mesmas qualidades que teu antônimo
Inspirar, dar força nos encorajar,
Para mim tristeza da alegria um sinônimo
Ódio e amor se abraçam
Em tal relação sobrenatural
Alegria e estrela se entrelaçam
Nunca se altera, é uma cina universal !
(Pedro Augusto)
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